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Dei por mim a fazer-de-conta.
A fazer-de-conta que vivia, que respirava, que andava com os pés assentes no caminho. Assustei-me de morte com o que senti. Temi a vida e tive medo.
Foi quando dei por mim a obrigar-me a não-fazer-de-conta. Vi-me sem chão para pisar e da vida pouco restava senão a fuga para uma realidade sem espaço para fazer-de-conta. Eu não existia, no entanto vi-me sorrir por não sentir a minha falta. Mesmo assim quis fazer-de-conta que fui feliz depois de todas as rasteiras que o tempo me pregou quando os meus pés tinham asas.
Numa estória mal contada feri a alma, sangrei fazendo de conta que eram as nuvens que choravam. Fiz-de-conta que o cansaço me vestia de abraços que nunca tiveram braços e enchi de sentimentos o papel onde me reeinventei e me apaguei vezes sem conta até ao desgaste da folha.
Não fui eu, foi a vontade íngreme de fugir para dentro do vazio que pegou no lápis e escreveu julgando que me desenhava completamente livre de acentos e pontuações.
Afastei-me levada em ombros pelas minhas próprias pernas e desapareci acompanhada duma solidão manchada de emoções de papel. Levei a insónia comigo mas fiz-de-conta que amanheci para lá do horizonte dos meus olhos. Contemplei a noite traçada na luz duma Lua Vazia nascida na palma da minha mão.
Doeu-me todo o Amor que sentia e o todo o Amor que ansiava sentir sem-fazer-de-conta. Foi a única verdade nesta fábula de desencanto...
Rasguei a folha em mil e uma metades: as crescentes, as minguantes, as novas e outros quartos por desvendar. E com raivas de muito querer afoguei todas as Luas em águas ferventes de ilusões contidas...
Foi quando dei por mim a fazer-de-conta que saboreava a noite: engoli sonhos num chá de Lua Cheia adoçado com riscos de carvão.
A fazer-de-conta que vivia, que respirava, que andava com os pés assentes no caminho. Assustei-me de morte com o que senti. Temi a vida e tive medo.
Foi quando dei por mim a obrigar-me a não-fazer-de-conta. Vi-me sem chão para pisar e da vida pouco restava senão a fuga para uma realidade sem espaço para fazer-de-conta. Eu não existia, no entanto vi-me sorrir por não sentir a minha falta. Mesmo assim quis fazer-de-conta que fui feliz depois de todas as rasteiras que o tempo me pregou quando os meus pés tinham asas.
Numa estória mal contada feri a alma, sangrei fazendo de conta que eram as nuvens que choravam. Fiz-de-conta que o cansaço me vestia de abraços que nunca tiveram braços e enchi de sentimentos o papel onde me reeinventei e me apaguei vezes sem conta até ao desgaste da folha.
Não fui eu, foi a vontade íngreme de fugir para dentro do vazio que pegou no lápis e escreveu julgando que me desenhava completamente livre de acentos e pontuações.
Afastei-me levada em ombros pelas minhas próprias pernas e desapareci acompanhada duma solidão manchada de emoções de papel. Levei a insónia comigo mas fiz-de-conta que amanheci para lá do horizonte dos meus olhos. Contemplei a noite traçada na luz duma Lua Vazia nascida na palma da minha mão.
Doeu-me todo o Amor que sentia e o todo o Amor que ansiava sentir sem-fazer-de-conta. Foi a única verdade nesta fábula de desencanto...
Rasguei a folha em mil e uma metades: as crescentes, as minguantes, as novas e outros quartos por desvendar. E com raivas de muito querer afoguei todas as Luas em águas ferventes de ilusões contidas...
Foi quando dei por mim a fazer-de-conta que saboreava a noite: engoli sonhos num chá de Lua Cheia adoçado com riscos de carvão.
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